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Saúde Flexibilização

Em Manaus, opiniões se dividem sobre reabertura do comércio no dia 1º de junho

Retomada gradual de atividades acontece em ciclos.

31/05/2020 13h34 Atualizada há 2 meses
Por: Alan Chagas
Centro de Manaus estava praticamente vazio no último fim de semana de isolamento social em Manaus. — Foto: Foto: Rebeca Beatriz - G1 AM
Centro de Manaus estava praticamente vazio no último fim de semana de isolamento social em Manaus. — Foto: Foto: Rebeca Beatriz - G1 AM

Às vésperas da reabertura oficial do comércio em Manaus, marcada para esta segunda-feira (1º), trechos do Centro estavam com pouca movimentação no fluxo de pessoas no último fim de semana antes do retorno de parte das atividades. Trabalhadores ouvidos pelo G1 dividem opiniões.

O Governador do Amazonas, Wilson Lima, apresentou o plano de reabertura gradual do comércio de atividades não essenciais na capital amazonense. Segundo ele, esse afrouxamento nas medidas de isolamento social acontece após redução no avanço da Covid-19. Em todo o estado, o número de casos da Covid-19 passa de 38,9 mil, com mais de 1,8 mortes em decorrência da doença.

A Praça da Polícia, na Avenida Sete de Setembro e um trecho comercial da Avenida Eduardo Ribeiro estavam praticamente vazios, nos sábado (30).

Entre as poucas pessoas que trafegavam pelo local, as opiniões sobre a reabertura do comércio são divididas. A incerteza do que vem pela frente, para alguns, é necessário. Para outros, representa perigo.

O desenvolvedor João Araújo se posicionou contra a reabertura do comércio, e citou aspectos como o colapso no sistema de saúde, entre outros.

 

“A abertura do comércio só vai reforçar para a população que a ideia de que está tudo bem, quando na verdade não está. Além dos leitos estarem operando na sua capacidade limite, estamos em pleno crescimento no número de casos, batendo uma média diária de 1000 novos casos”, explicou.

A artesã Leide Batista criticou a reabertura do comércio. Ela contou que só tem saído de casa para comprar o essencial.

“Acredito que ainda não seja o momento, pois as pessoas não vão obedecer às recomendações do Ministério da Saúde, e isso vai resultar em um novo contágio. As autoridades deveriam ter mais cautela, pois já sabemos que o isolamento social dá resultado”, disse.

 

Otimismo

 

Se por um lado, há quem veja perigo com a reabertura, há quem esteja confiante de que o cenário irá melhorar. A publicitária, Ana Beatriz Buzaglo disse que a retomada das atividades será um momento de recomeço, principalmente para movimentar a economia da região.

 

“Sinto falta de como era o Centro de Manaus antes da pandemia. É estranho ver tudo assim, parado e vazio. Acredito que é sim o momento para reabrir. Com a pandemia, o desemprego aumentou. Muita gente não tem de onde tirar renda”, comentou.

 

O industriário Patrick Cruz, desde que as pessoas usem máscaras e os comerciantes evitem as aglomerações, não haverá problemas com a retomada do comércio.

“Se as pessoas se preservarem, vai ser possível prevenir. É interessante evitar aglomerações. Estou empolgado e creio em Deus que isso vai passar. Sinto falta de vir aqui e ver todo mundo na praça. Gosto de conversar com as pessoas”, contou.

O uso de máscaras de proteção que ajudam no combate à proliferação do novo coronavírus é obrigatório em estabelecimentos comerciais essenciais e no transporte público e privado de Manaus desde o mês de abril.

 

Plano de reabertura

 

O plano de reabertura prevê quatro ciclos: o primeiro a partir de 1⁰ de junho; o segundo em 15 de junho; o terceiro em 29 de junho e o quarto a partir de 6 de julho.

De acordo com o governo, o avanço para cada etapa do ciclo dependerá da curva de casos do novo coronavírus na capital.

 

Veja abaixo o cronograma de reabertura, definido por ciclos, para 1º de junho

 

1º ciclo - 1 de junho (grupos de risco não retornam)

 

  • Igrejas e templos (30% de ocupação, com eventos de 01 hora de duração e intervalo de, no mínimo, 05 horas entre um vento e outro)
  • Lojas de artigos esportivos e bicicletas (venda e reparo)
  • Lojas de artigos para casa
  • Lojas de vestuário, acessórios e calçados
  • Lojas de móveis e colchões
  • Atendimento presencial, médico e odontológico, sujeito a agendamento prévio
  • Joalherias e relojoarias
  • Comércio de artigos médicos e ortopédicos
  • Serviços de publicidade e afins
  • Petshops
  • Lojas de variedades
  • Agências de turismo
  • Concessionárias e revendas de veículos em geral
  • Óticas
  • Floriculturas
  • Bancas de revista em logradouros públicos

 

O governo informou que o plano de retomada das atividades não essenciais foi definido a partir do mapeamento e análise de indicadores da evolução da pandemia, como disponibilidade de leitos, taxa de transmissão e óbitos em Manaus que, segundo o governo, estão reduzindo.

 

Estudo prevê pico explosivo

 

Com as medidas de isolamento sendo descumpridas e a abertura do comércio não essencial, um estudo apresentado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeam) prevê um novo pico explosivo de coronavírus para o início de junho em Manaus - ainda mais intenso do que o primeiro, que teria sido no início de maio.

Segundo a pesquisa, existem, pelo menos, 85 mil pessoas infectadas pelo coronavírus só em Manaus (cerca de 10% a 15% da população), e que qualquer medida de afrouxamento no distanciamento social pode representar aumento expressivo no número de pessoas contaminadas. Durante as semanas observadas, segundo a pesquisa, o nível de isolamento social era de 40%, considerado baixo.

 

*Com informações G1 AM

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