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O lulopetismo dá argumentos a opositores ao defender ditaduras de esquerda sanguinárias

Em entrevista ao jornal espanhol El País, Lula insiste em defender os regimes autoritário de Cuba, Venezuela e Nicaráguas

24/11/2021 às 21h22 Atualizada em 25/11/2021 às 15h29
Por: Eduardo Gomes
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Lula expõe sua personalidade ambígua ao defender democracia e ditaduras de esqueda (foto: reprodução do Youtube/El País)
Lula expõe sua personalidade ambígua ao defender democracia e ditaduras de esqueda (foto: reprodução do Youtube/El País)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trouxe à tona sua personalidade política ambígua durante sua viagem à Europa e na entrevista concedida ao jornal El País, da Espanha. Manifestou seu apoio à democracia, que ela é válida e se vitimizou de perseguição ao ser preso e assim impedido de participar das eleições de 2018.

No entanto o ex-presidente na mesma entrevista, defendeu as ditaduras da Nicarágua, onde o ditador Daniel Ortega mandou prender sete opositores de seu regime. Ortega foi um dos líderes da Frente Sandinista de Libertação Nacional, grupo guerrilheiro de esquerda que depôs o ditador sanguinário e corrupto, Anastasio Somoza, que anos depois seria morto em um atentado no Paraguai, onde se refugiou ao ser deposto.

Tentou justificar a repressão da ditadura cubana ao impedir por meio das forças militares as manifestações contra a falta de alimentos, medicamentos, vacinas, prisão de opositores. Foi mais além ao enaltecer a ditadura venezuelana iniciada com Hugo Chaves e mantida pelo atual ditador, Nicolás Maduro, levando o País a uma crise econômica e social que se arrasta por mais de duas décadas.

Lula foi infeliz ao comparar o ditador Ortega com a ex-chancelar da Alemanha Angela Merkel em relação a longevidade no Poder. Foi uma comparação tosca. Lula ignora que a chanceler esteve por um longo tempo no poder, graças ao processo democrático alemão com um regime parlamentarista. Não usou do autoritarismo para prender seus opositores, atitude diametralmente oposta de Ortega que mandou para a cadeia seus opositores para se manter no poder, concorrendo com candidato fantoches.

O Lulopetismo ao mesmo tempo em que é benevolente com ditaduras de esquerda, é um ferrenho crítico com ditaduras de direita, a exemplo do que ocorreu com os Países do Golfo, onde o presidente Jair Bolsonaro fez sua recente viagem.

Embora os temas internacionais tenham pouca ou nenhuma influência no eleitorado brasileiro, é preciso observar que certas posições adotadas, acabam sendo utilizadas como argumentos para seus adversários, durante a campanha eleitoral.

Ao defender ditaduras de esquerda, Lula e o PT fornecem mais subsídios aos seus opositores, a exemplo do que ocorreu em 2018, quando então candidato Jair Bolsonaro satanizou o petismo em seus discursos, explorando justamente a defesa em favor dos regimes autoritários de esquerda.

Vale ressaltar que toda ditadura seja em qual bandeira ideológica, ela é nefasta. Serve apenas aos interesses de um pequeno grupo em detrimento da população.

Pelo visto a lição não foi assimilada pelo lulopetismo.

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