Terça, 17 de Maio de 2022
23°

Pancada de chuva

Parintins - AM

Política VOLTA DO ANZOL?

A pedra nos sapatos de Omar, Braga e Amazonino

De volta à cena política, o ex-governador José Melo cassado e preso, é um fantasma nas pretensões de Eduardo Braga e Omar Aziz nas eleições do próximo ano.

14/11/2021 às 22h04
Por: Eduardo Gomes
Compartilhe:
José Melo: um fantasma vivo para seus aliados
José Melo: um fantasma vivo para seus aliados

Após amargar um ostracismo de quase quatro anos, quando se autoimpôs um silêncio, em decorrência da perda do mandato de governador cassação resultado de denúncia de compra de votos e a prisão por acusação de desvios de verbas da saúde, o ex-governador José Melo, pôs a cabeça de fora.

Ao longo da última semana José Melo concedeu várias entrevistas, cujo objetivo foi de se apresentar como vítima nas duas situações: cassação de seu mandato com base na compra de votos em uma reunião de pastores evangélicos pentecostais e os desvios na Saúde, que resultou na operação “Maus Caminhos” que o levou a prisão.

Em quase três décadas, José Melo sempre esteve no núcleo duro do poder no Amazonas, do grupo formado em torno de Amazonino Mendes, hoje esfacelado. Seu curriculum fala por si. Oito vezes secretário (estadual e municipal), dois mandatos de deputado federal e um mandato de deputado estadual, o moldaram como eminência parda no campo político e administrativo.

O ex-governador construiu ao longo do tempo, um personagem moldado subserviente aos governos de Amazonino Mendes, Eduardo Braga e Omar Aziz de quem finalmente foi vice-governador e finalmente governador. Foi um obediente cumpridor de tarefas.

Com esse perfil José Melo foi o principal artífice na reeleição de Amazonino Mendes em 1998, derrotando Eduardo Braga no primeiro turno, apesar das derrotas de Amazonino Mendes em Manaus, Parintins e São Gabriel da Cachoeira. Seis anos depois, 2006, ele foi uma peça importante na reeleição do então governador Eduardo Braga, ao impor derrota ao então opositor Amazonino Mendes que fez o Senador seu sucessor no governo em 2002.

Ao longo desse tempo, José Melo já havia experimentado o sabor de uma derrota. Em 2002, na véspera da convenção para homologação de candidaturas, dormiu candidato a vice-governador de Eduardo Braga e acordou fora do páreo ao ser substituído do Omar Aziz em meio a uma tempestade de chantagens e ameaças, envolvendo um órgão de comunicação em Manaus.

Sempre subserviente, Melo desgostoso aceitou a pernada que lhe fora dada. Não se rebelou. Como de hábito, manteve silêncio. Não externou sua revolta.

O ressurgimento público de José Melo causou um frisson no meio político. Em sua primeira entrevista, acusou o senador Eduardo Braga por não cumprir a promessa de apoiá-lo em 2014 e de prossegui-lo enquanto governador. Usando de metáfora, comparou Braga ao vírus da Covid-19. Já nas entrevistas posteriores amenizou as críticas ao Senador.

Ele credita a Braga o processo de sua cassação na eleição de 2014 e a sua prisão a fatos investigados na operação “Maus Caminhos” ocorridas no período do governo Omar Aziz, de quem era vice-governador, fonte de mágoas do ex-governador.

Embora em suas entrevistas mantenha fala mansa, procurando apenas alegar sua inocência com base nos processos judiciais, José Melo traz dentro de si profundas mágoas aos caciques daquilo que fora um dia um grupo político capitaneado por Amazonino Mendes.

A partir do processo de cassação, Melo foi abandonado por todos, Amazonino, Eduardo e Omar. No período em que amargou mais de 100 dias de prisão, Melo através de interlocutores tentou obter apoio junto àqueles a quem tinha servido. Foi desarrimado, enjeitado.

É fato que José Melo é um arquivo vivo. Disso ninguém tem dúvidas na medida em que ele ao longo de sua vida pública, sempre teve uma cadeira cativa no núcleo duro do poder.

Nessa condição envolto na aura de ressentimentos, o ex-governador surge como uma dor de cabeça para Braga, Omar e Amazonino. Se abrir e expôs as vísceras dos seus três ex-aliados que o deixaram só na arena da Justiça, pode causar estragos nas pretensões dos três, Braga e Amazonino para o governo do Estado e Omar à reeleição para o Senado. Só o tempo dirá.

https://www.facebook.com/eduardogomesam

Twitter: @egopavulagem

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jogo do Poder
Jogo do Poder
Sobre Tudo sobre os Bastidores do Poder e da Política na ótica do Jornalista Eduardo Gomes.
Parintins - AM Atualizado às 03h51 - Fonte: ClimaTempo
23°
Pancada de chuva

Mín. 23° Máx. 31°

Qua 28°C 23°C
Qui 28°C 22°C
Sex 29°C 21°C
Sáb 31°C 21°C
Dom 31°C 21°C
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Enquete
Ele1 - Criar site de notícias