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Política À DERIVA

Bolsonaro, um presidente proscrito no cenário mundial

Sem interlocutores, resta ao presidente desempenhar o papel de um chefe de Estado na condição de pária na cúpula do G-20

01/11/2021 às 18h55 Atualizada em 02/11/2021 às 07h14
Por: Eduardo Gomes
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Sem interlocutores, Bolsonaro dedicou sua estada na Itália para fazer turismo
Sem interlocutores, Bolsonaro dedicou sua estada na Itália para fazer turismo

As imagens em vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na cúpula dos países do grupo das 20 maiores economias do mundo são deprimentes. Elas deram a exata dimensão de um presidente sem interlocução com seus pares. E não se pode dizer que a diplomacia brasileira e seus assessores tentaram sofregamente agendar encontros bilaterais, mais importante do que o próprio encontro. Bem que tentaram. Não tiveram êxito. Os chefes de Estado presentes ao encontro ignoraram a presença do presidente brasileiro.

Um vídeo feito pelo jornalista Jamil Chade, dá bem a dimensão do isolamento de Bolsonaro no cenário mundial. Na sala reservada aos participantes, o presidente do Brasil em um canto perdido, enquanto chefes de Estado se dedicavam a conversas em vários grupos. Parecia um penetra invisível. De forma humilhante suplicou ajuda dos assessores. Sem interlocutores, ele tentou entabular uma rápida conversa tosca com os garçons.

A única conversa bilateral – se é que se pode considerar assim, dado ao tempo – foi com o presidente da Turquia, o ditador Tayyip Erdogan. No curto diálogo, Jair Bolsonaro exercitou o que mais gosta de fazer: contar mentiras e bravatas.

Na história republicana do Brasil não há algo similar, onde um Presidente em reunião de cúpula tenha sido alvo de desprezo.

Bolsonaro sentiu na pele a sua impopularidade entre seus pares. Tanto que abandonou a cúpula no momento da fala do Príncipe Charles da Inglaterra. Sentindo-se um peixe fora d’água, ou melhor do cercadinho do Palácio do Alvorada, cenário perfeito para seus devaneios golpistas e bravatas.

Bolsonaro percebeu que não é benquisto pelos líderes mundiais. Percebendo a humilhação por que passou, não participou do jantar dos estadistas e tampouco se fez presente na foto oficial comum nestas reuniões durante a visita a Fontana di Trevi.

Ficou claro que Jair Bolsonaro colheu na cúpula do G-20, frutos de suas aleivosias, ataques e deboches contra os líderes mundiais, como o Emmanuel Macron da França, Angela Merkel da Alemanha no início do seu mandato. A condição de pária ao que Brasil foi relegado vitaminado pelas sandices do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, para satisfazer as loucuras do Presidente. Sem agenda, restou ao Presidente fazer turismo pela cidade.

Pior é imaginar que em três anos, Jair Bolsonaro, colocou o Brasil em cenário de isolamento, perdendo espaço no universo das relações internacionais.

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