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Política CRISE NO PLANALTO

Bolsonaro exigiu mudanças na PF do Rio para blindar sua família

Presidente manifestou sua intenção de trocar a direção da Polícia Federal na reunião ministerial do dia 22 de abril para “proteger” seus familiares e ameaçou exonerar ministro da Justiça Sérgio Moro.

12/05/2020 19h57 Atualizada há 3 semanas
Por: Eduardo Gomes
Jair Bolsonaro ameaçou demitir Moro caso não pudesse trocar o comando da Polícia Federal
Jair Bolsonaro ameaçou demitir Moro caso não pudesse trocar o comando da Polícia Federal

O vídeo da reunião ministerial ocorrido em 22 de abril exibido hoje aos investigadores do inquérito instaurado pelo Supremo Tribunal Federal que investiga a tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal confirma as denúncias do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Segundo fontes que participaram da exibição ouvidas pelos repórteres do Estado de São Paulo e da Globo News, Bolsonaro “escancarou” sua preocupação com o “cerco da Polícia Federal a seus filhos”.  O presidente justificou sua preocupação quanto a troca na Polícia Federal em especial a superintendência da PF no Rio de Janeiro em defesa de seus filhos. A imprensa não teve acesso ao vídeo que permanece sob sigilo até que o ministro que presidente o inquérito, Celso de Mello decida de deve torná-lo público.

O vídeo da reunião ministerial foi exibido nesta terça-feira (12/05) a pessoas autorizadas pelo ministro Celso de Mello, relator do inquérito. Além de demonstrar sua preocupação em trocar direção da Polícia Federal, o vídeo registrou palavrões, ataques do ministro da Educação Abraham Weintraub ao Poder Judiciário ao defender a prisão dos ministros do STF, brigas entre ministros, distribuição de cargos a políticos do Centrão, ameaças de demissão generalizada de ministros e ataques à China.

O vídeo foi indicado pelo ex-ministro Sérgio Moro como prova de suas acusações contra Bolsonaro por querer interferir politicamente na Polícia Federal exonerando o diretor geral Alexandre Valeixo nomeado por Moro, além de substituir o superintendente da Polícia Federal.

Sérgio Moro pediu exoneração de Ministro da Justiça no dia 24 de abril – dois dias após a reunião ministerial - após Bolsonaro demitir o diretor geral Alexandre Valeixo. No mesmo dia à noite, Sérgio Moro apresentou como uma das provas conversas com o presidente via WhatsApp. Nela Bolsonaro afirma que a Polícia Federal estaria prestes a prender dez deputados bolsonaristas e que esse seria “mais um motivo” para exonerar o diretor geral da PF.

Desde agosto do ano passado que o presidente Jair Bolsonaro vinha exercendo pressão junto ao então ministro Sérgio Moro para a troca de comando na Polícia Federal. Os três filhos do Presidente, o senador Flávio Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro são alvos de investigação. Flávio Bolsonaro já ingressou com dez ações no Superior Tribunal de Justiça para paralisar as investigações sobre as”rachadinhas”, no qual servidores de seu gabinete quando exerceu mandato de deputado estadual. Há suspeitas que o dinheiro das rachadinhas financiou a construção de prédios das milícias do Rio de Janeiro.

 Segurança

 Hoje à tarde em um movimento incomum, Jair Bolsonaro foi ao encontro dos repórteres na rampa do Palácio da Alvorada. No encontro, Jair Bolsonaro minimizou o conteúdo do vídeo ao reafirmar sua preocupação com a “segurança” de sua família. Ocorre que o papel de segurança do presidente e de seus familiares é de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional comandado pelo general Augusto Heleno. O papel da Polícia Federal é de polícia judiciária, portanto, polícia de Estado.

Ontem à tarde os ministros-generais de reserva Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) prestaram depoimentos como testemunha no inquérito no Palácio da Alvorada. 

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