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Do fundo do baú

E no meio desse processo eis que ontem encontrei um documento de 2005 intitulado “projetos”. Arquivo que escrevi há 15 anos. Do fundo do baú, literalmente..

21/04/2020 00h53
Por: Redação
Reprodução: Facebook
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Sou uma pessoa que tenta – com todas as suas forças – ser organizada. De verdade. Compro agenda do ano, supercool, mas dificilmente a uso em sua totalidade. Registro os afazeres do dia em pequenas notas que adiciono na área de trabalho do computador e sempre tenho um bloco de notas comigo para aqueles afazeres de última hora.

Mas o que me dá trabalho mesmo é arrumar o HD externo e a nuvem. Como sou uma pessoa com diferentes interesses, o que vou encontrando adiciono no HD ou na nuvem. Então dá pra imaginar a quantidade de docs. Desisti de fazer isso no computador porque já perdi muitos documentos importantes quando a máquina resolvia que não queria mais funcionar. Aprendi a lição. Acho, né?

Comecei a organizar os arquivos do HD há umas duas semanas. Reservo um tempinho um dia sim, quatro não... E acho que consegui enfim extrair o excesso e deixar apenas o que é essencial.

E no meio desse processo eis que ontem encontrei um documento de 2005 intitulado “projetos”. Arquivo que escrevi há 15 anos. Do fundo do baú, literalmente... Eu já mexi nesse HD em outras ocasiões e não lembro de ter visto esse documento. E lá fui eu abrir o arquivo pra ver quais então eram os meus projetos de 2005. Entre eles, estava finalizar uma coleção de alfabetização que elaborei com a ajuda da minha mãe, esta sim alfabetizadora. Nomeei a coleção de “Descobertas”, mas ela foi um dos arquivos que se perderam por problemas de armazenamento... Era um material com quatro apostilas que iria utilizar na escola de educação infantil que criei na época com uma amiga...

Outra meta era produzir alguns roteiros para concorrer aos festivais de curta-metragem do Amazonas. Essa eu alcancei, com a ajuda de amigos é claro, porque dinheiro não tínhamos. E ajuda da família também, que sempre fazia a figuração dos meus filmes. Escrevi o roteiro dos cinco curtas, mas dirigi apenas um. Pra nunca mais. Não gostei da experiência, é preciso ser uma pessoa muito organizada e, como já revelei no início desta crônica, careço dessa qualidade. Mas resolvi dirigir o último curta “Sonhos” porque não concordava muito com as mudanças que os diretoress faziam nos meus roteiros (desavença que ocorre até entre os grandes diretores e roteiristas em Hollywood). O objetivo com essas produções era poder filiar-me à ARTV - Associação de Roteiristas de TV (hoje renomeada para ABRA – Associação Brasileira de Autores Roteiristas). E consegui.

Havia muito mais metas no arquivo. Coisas que consegui realizar e outras não. Fiquei feliz ao enumerar as metas alcançadas e me senti desafiada pela lista de coisas que não realizei. Nem todas, claro, porque a gente muda e nossos objetivos também. Assim, na minha lista, há coisas que hoje já não me interessam. Na época em que escrevi minhas metas eu tinha 32 anos, agora tenho 47. Mas acredito que o essencial, o que realmente importa, e que ainda não realizei, vai permanecer na lista, agora atualizada para “Projetos 2020”.

E não há problema nisso. Em mudarmos, mudarmos nosso foco, nossos objetivos. Isso é o legal da vida. Temos a chance de planejar, replanejar, conquistar objetivos e mudar outros quantas vezes for necessário. Tenho certeza de que o que for essencial vai estar na lista até que o alcancemos.

Professora Doutora Graciene Siqueira 

Graciene Silva de Siqueira

Graciene Silva de Siqueira é professora do curso de jornalismo da Universidade Federal do Amazonas em Parintins desde 2009. Possui mestrado em Ciências da Comunicação (UFAM/Manaus) e doutorado em Letras (Mackenzie/SP). Trabalhou onze anos em redações de jornais como A Crítica, A Notícia, Diário do Amazonas e O Estado do Amazonas, nas funções de repórter, colunista e editora.

Apaixonou-se por filmes quando trabalhou em uma videolocadora nos anos 1980. Escreveu roteiro de curtas-metragens premiados no Amazonas, como Telefone sem fio, Além da vida e Sonhos, e outros exibidos em festivais, como Mormaço e Próximo ponto. Pesquisa e coordena projetos relacionados à Sétima Arte na Ufam. Em seus planos estão escrever o roteiro de um longa-metragem e um livro de crônicas.

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Sobre Graciene Siqueira
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