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Polícia Cyberbullying

“A vontade e o prazer de causar a dor em alguém assusta”, diz psicólogo sobre páginas que praticam crimes na internet em Parintins (AM)

A delegacia de polícia investiga o caso de uma página no facebook e conduzirá os levantamentos para a delegacia de crimes cibernéticos em Manaus

28/07/2021 às 15h25 Atualizada em 28/07/2021 às 16h53
Por: Redação
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André Acauan afirma que as redes sociais são muito perigosas para quem sofre com depressão e crises de ansiedade. Foto: Reprodução redes sociais.
André Acauan afirma que as redes sociais são muito perigosas para quem sofre com depressão e crises de ansiedade. Foto: Reprodução redes sociais.

Carlos Alexandre  - CNA7 
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Parintins (AM) - Não é de hoje que crimes na internet acontecem em Parintins. São perfis que publicam fotos íntimas, agridem, e sem nenhum tipo de pudor expõem famílias, cidadãos de bem e propagam notícias falsas. A página Boletim Parintins, além de cometer uma série de crimes, publicou fotos de uma jovem que sofre com depressão e, segundo familiares, após a divulgação de sua imagem sofreu uma overdose de medicamentos e foi levada para o Hospital Padre Colombo. 

A mãe da vítima, por meio das redes sociais, desabafou sobre a situação que levou a internação da filha. Num vídeo dramático, dona Zilda Coimbra diz que “a brincadeira” acabou com a família dela. “Essa brincadeira de vocês acabou comigo, acabou com a minha vida, acabou com a vida dos irmãos dela, acabou com todos nós. Eu peço muito que minha filha saia daqui, porque eu vou querer justiça”, disse a mãe no quarto de hospital onde a filha se encontra. 

Os crimes na internet são conhecidos como cyberbullying, ou seja, o bullying praticado por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas. As pessoas que cometem esses crimes têm como objetivo envergonhar e causar fúria nas vítimas. O psicólogo André Acauan afirma que a desinformação divulgada nas redes sociais atinge de forma muito dura as pessoas que são expostas. “É um ato de um sadismo psicológico, quer dizer, a vontade e o prazer de causar a dor em alguém é que assusta”, avalia. 

Atingir as pessoas com exposição em redes sociais pode agravar as situações e sofrimentos psicológicos que as vítimas possam estar vivendo, pois as agressões os atingem num momento de fragilidade e sofrimento psicológico. André Acauan afirma que as redes sociais são muito perigosas para quem sofre com depressão e crises de ansiedade. “Elas são bombardeadas com notícias ruins, são bombardeadas com pessoas ostentando uma vida que muitas vezes não existe, aquela vida só de fotos, de momentos e a pessoa que está passando por problemas psicológicos acaba não aguentando tudo aquilo e sofrendo ainda mais. Nós precisamos combater isso com muito afinco, pois pode causar consequências muito graves para a vida das pessoas”, orienta. 

André Acauan durante atendimento na subsecretaria de Saúde.

Investigação 

O CNA7 fez uma rápida pesquisa nas redes sociais e identificou uma série de contas com publicações agressivas, discurso de ódio e sem identificar a pessoa por trás do que é publicado. Ao mesmo tempo fez um levantamento das inúmeras pessoas que se revoltaram com as publicações e as consequências ocasionadas pela reverberação das desinformações e constatou que muitas das pessoas que demonstravam revolta seguem a página que ganhou maior número de seguidores nos últimos dias. Infelizmente, ao invés de denunciarem a página ao Facebook ou deixarem de seguir as publicações, continuaram dando visibilidade aos crimes cometidos. 

Delegado Adilson Cunha. Foto: Liam Cavalcante.

O caso está sendo investigado pela polícia civil. Em entrevista ao repórter Cleimer Carneiro, o delegado titular do 3º DIP, Adilson Cunha, informou que todos os boletins, as denúncias e as informações sobre autores serão encaminhadas para a delegacia de crimes cibernéticos sediada em Manaus. “Vamos reunir a partir de hoje o boletim de ocorrências. Iniciamos a pesquisa de todos crimes cometidos em redes sociais. Já temos uma delegacia especializada em Manaus e nós vamos ouvir as vítimas, juntar os documentos que possam servir para as investigações e  enviar para Manaus para ser apurado de forma mais breve com o objetivo de punir os envolvidos para que crimes como esse não voltem a acontecer”, assegurou. 

O delegado afirma que a punição ainda é branda. A pena para casos como esse prevê prisão de três meses a um ano e multa. “O nosso código penal, a gente sabe que é bem antigo, e a punição é bem branda ainda, porém existem multas. O que mais dói no bolso de criminosos as vezes é a multa. Esperamos por parte da justiça que dê uma resposta grande a esses autores e que eles possam ser punidos de forma correta e exemplar para que não voltem a cometer esses tipos de crimes”, concluiu.

Assumiu o crime 

Em postagem nas redes sociais, um homem identificado como Jappah Sakamotto assumiu os crimes ao anunciar que é o proprietário da página Boletim Parintins. Ele gravou um vídeo, pediu desculpas das vítimas e ao mesmo tempo tentou minimizar seus atos chamando os parintineses de fofoqueiros.

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