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Doze mulheres são eleitas para o Senado Federal

Bancada feminina deve passar de 15 para 18 integrantes a partir de 2027; nenhuma das atuais senadoras que concorriam a novo mandato conseguiu se re...

05/10/2026 às 15h26 Atualizada em 05/10/2026 às 15h46
Por: Redação Fonte: Agência Câmara
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Os brasileiros elegeram no domingo (4) 12 mulheres para o Senado, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um mesmo pleito desde a redemocratização.

Até então, o recorde havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. Em 2018, última eleição em que também foram renovados 2/3 do Senado, sete mulheres foram eleitas.

Com o resultado, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027 (considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato).

Se esse número se confirmar, elas representarão 22,2% das 81 cadeiras do Senado. Em 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das cadeiras.

O pleito deste ano também estabeleceu outro marco, com a vitória de duas mulheres no Distrito Federal. Até então, nenhuma unidade da Federação havia elegido duas mulheres para o Senado na mesma eleição.

As 12 eleitas tomarão posse no Senado em fevereiro de 2027, com mandatos até 2035. Veja quem são elas:

Novas senadoras

UF Eleita(s)

AC Mara Rocha (Republicanos)

AL Marina JHC (PSDB)

AP Rayssa Furlan (Podemos)

CE Luizianne (Rede)

DF Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (ambas do PL)

GO Gracinha Caiado (União)

MG Marília Campos (PT)

PE Marília Arraes (PDT)

RN Samanda de Lula (PT)

RR Teresa Surita (MDB)

SC Carol de Toni (PL)

Além das eleitas neste domingo, seis mulheres ocupam atualmente cadeiras com mandato até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS), eleitas titulares em 2022, além de Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA), que exercem o mandato na condição de suplentes.

Nenhuma das atuais senadoras que concorriam a novo mandato conseguiu se reeleger neste domingo. Em 2027, deixarão a Casa: Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Mara Gabrilli (PSD-SP).

Também deixarão o Senado Dra. Eudócia (PSDB-AL), Daniella Ribeiro (PP-PB), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC), que não se candidataram a um novo mandato.

Presença nos estados
O resultado de 2026 modifica o mapa histórico da presença feminina no Senado. Com a eleição de Rayssa Furlan, a primeira senadora pelo Amapá, o Piauí passa a ser a única unidade da Federação que nunca elegeu uma mulher para a Casa.

Série histórica
A presença de mulheres no Senado cresceu de forma gradual nas últimas décadas, embora com oscilações. No início da sessão legislativa de 1980, havia apenas uma senadora em exercício. O número chegou a 5 em 1995, 10 em 2007 e 14 em 2015. Em 2026, alcançou 16, o maior patamar da série histórica até agora.

Da Agência Senado

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