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Política DECRETO

A OBCESSÃO COMPULSIVA PELA MORTE

Ao anunciar que pretende abolir uso de máscaras no atual momento, o presidente Jair Bolsonaro demonstra mais uma vez o desprezo pela vida dos brasileiros

10/06/2021 21h40
Por: Eduardo Gomes
A OBCESSÃO COMPULSIVA PELA MORTE

Nesta quarta-feira, Jair Bolsonaro anunciou que pretende desobrigar a população vacinada ou já infectada em usar máscaras como medida preventiva contra o Covid-19. A intenção do presidente choca mais uma vez a comunidade médica e científica séria. É mais uma tentativa do Presidente em promover a execução da tese de imunidade de rebanho através da infecção, quando apenas 11% da população brasileira está imunizada com as duas doses. Além da baixa imunização, o País registra um dos momentos críticos da pandemia com uma média diária alta de mortes em torno de dois mil mortos.

Mesmo com a CPI da Covid do Senado em seu calcanhar, Bolsonaro mantém sua postura desafiadora, a favor da morte e aliado da pandemia.

Ao externar publicamente a intenção de abolir o uso de máscara, Bolsonaro do alto de sua responsabilidade de Chefe da Nação, estimula mais uma vez parte da população a seguir sua política. Contraria a ciência ao orientar o uso de máscaras mesmo para quem está imunizado.

Está mais do que claro, que o Presidente da República e o seu “gabinete das sombras” vem atuando desde fevereiro do ano passado a favor da pandemia. Insufla a população em descumprir as medidas restritivas, como uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento social e restrições de circulação.

Não obstante sua cruzada negacionista assassina, Bolsonaro resistiu o quanto pode na compra de vacinas para imunizar a população. A CPI da Covid a cada dia recebe provas da postura do Governo Federal em postergar a compra de vacinas da Pfizer e a Coronavac. Somente o fez por dois motivos: a iniciativa do governador de São Paulo e seu desafeto, João Dória, ao estabelecer acordo com a farmacêutica chinesa Sinovac, fabricante da Coronavac e a pressão da sociedade.

Pelo contrário, ainda estimula o uso de medicamentos sem eficácia como a hidroxicloroquina e ivermectina como tratamento precoce. Sua fala é uma ode à morte.

Bolsonaro como ficou já demonstrado, queria que a população adquirisse imunidade de rebanho mediante a infecção em massa dos brasileiros, mesmo ao custo de perda de dezenas de milhares de vidas. Se não fosse a iniciativa de governadores e prefeitos em assumirem o enfrentamento da pandemia, hoje o País estaria contabilizando entre 1 e 1,5 milhão de mortos. Para o presidente, pouco importa o País mergulhar no caos na rede hospitalar e colapso funerário com centenas ou até mesmo milhares de corpos expostos em via pública como aconteceu no Equador.

A abolição do uso de máscaras mesmo para a população vacinada é contestada pela ciência. As vacinas evitam a fase aguda da doença obrigando os pacientes e serem internados nas Unidades de Terapia Intensiva e redução na taxa de mortalidade. As pessoas mesmo imunizadas podem adquirir a doença na maioria dos casos com sintomas leves.

O Estados Unidos recentemente adotou essa medida com 40% da população imunizada, seguindo orientação do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças). A medida é contestada por parte da comunidade médica e científica, partindo do princípio que a imunização coletiva ocorra com pelo menos 70% da população vacinada.

Não é o caso do Brasil, onde processo de imunização começou tarde e é executada de forma lenta. Até esta quinta-feira, somente 11% dos brasileiros receberam as duas doses das vacinas.

Multado O ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Alexandre de Morais aplicou multa de R$ 100 mil do deputado bolsonarista Daniel Silveira por ter violado a tornozeleira, um mimo ganho por atacar o STF, onde responde a processo criminal.

Subserviência — O presidente Jair Bolsonaro diante da decisão da ministra do STF Rosa Weber em conceder habeas Corpus para o governador Wilson Lima, deu uma espetada no governador. Querem investigar quem mandou o dinheiro, não quem possivelmente tenha desviado. E pode comparecer e ficar quieto também", completou. Um dos motivos que levaram Lima a não comparecer à CPI, foi o receio de expor mais uma vez a omissão do Governo Bolsonaro na crise de oxigênio. Lima precisa entender que o Presidente não os tem como aliado. Aliás, é bom lembrar que as investigações contra o Governador foram de iniciativa do Palácio do Planalto, a quem tem um comportamento de adulação ao extremo.

Voto de cabresto A aprovação do voto impresso só interessa as milícias, organizações criminosas nos Estados apoiadas por políticos. Se aprovada a porteira da compra de votos ou chantagem mediante ao voto será escancarada.

Elogios — O ex-presidente Lula está no Rio de Janeiro, onde se encontrou com políticos da esquerda. Agora no sábado, ele terá encontro com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (ex-DEM) que em reunião na quarta-feira com empresários, rasgou elogios ao líder petista.

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