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Política AÇÃO NO STF

Demagogia eleitoral de Bolsonaro

Com popularidade em declínio, Presidente promove ações para manter ativa a sua seita

28/05/2021 às 20h20
Por: Eduardo Gomes
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Demagogia eleitoral de Bolsonaro

Com mais de 450 mil mortes, vacinação lenta e a expectativa de uma terceira onda, agora sob o temor da cepa indiana, o presidente Jair Bolsonaro dá vazão à sua cegueira como chefe de Estado ao ingressar no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação através da AGU (Advocacia-geral da União) para suspender medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19 adotadas pelos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraná.

A ação é mais uma jogada demagógica e eleitoreira do Presidente da República. Em março ele fez a mesma tentativa contra a Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, rejeitada pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello.

Derrotado na primeira investida, Jair Bolsonaro demonstrou a sua verve autoritária, ao ameaçar através de decreto que governadores e prefeitos adotassem medidas restritivas. Cedeu aos argumentos dos poucos sensatos que o cercam sobre a inviabilidade do decreto.

Vendo a sua popularidade se volatizar a cada pesquisa, perda de espaço nas redes sociais e o desgaste proporcionado pela CPI da Covid do Senado, apontando diversas omissões do seu (des)governo, o presidente tenta estancar a sangria dentro dos 58 milhões de votos que o levaram ao Planalto.

O STF já deu mostras que a responsabilidade é de todos, União, Estados e Municípios, este dois antes com prerrogativas de adotar medidas contra a pandemia.

Ele faz questão de passar por cima da Constituição, ignorando leis e normas na sua ambição pessoal de Poder. Para o desespero do Presidente, o relator é o ministro Luís Roberto Barroso, um dos ministros atacados por Bolsonaro, principalmente após determinar ao Senado que desenterrasse a CPI da Covid proposto desde janeiro.

Voto impresso ― Pré-candidato à Presidência em 2022 pelo PDT, Ciro Gomes aderiu ao movimento bolsonarista pelo voto impresso.

“Guerra química” ― O Itamaraty não produziu quaisquer documentos abordando “guerra química” citada por Bolsonaro para atacar a China. Quem afirma isso é o ministro das Relações Exteriores, Carlos França que sucedeu ao lunático Ernesto Araújo na pasta.

Sem bolsonarismo ― O PSD, partido do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, reforça a cada dia que não vai apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro.

Esvaziado ― O DEM do Rio de Janeiro sofre um processo de desidratação. O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia aguarda a confirmação de seu desligamento da legenda. Junto com ele sai também o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e outros expoentes do partido no Estado. O caminho é o PSD.

Resposta ―  "Se tem uma coisa que não tenho é medo de rua. Mas não sei se ele vai conseguir andar, porque se continuar caindo nas pesquisas como está caindo, daqui a pouco só vai poder visitar um quartel ou um miliciano no Rio de Janeiro" – resposta de Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente Jair Bolsonaro durante a entrevista na Rádio Tiradentes de Manaus.

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