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Política DELÍRIO BOLSONARISTA

Queiroga, ministro infectado pelo vírus das mentiras

Ministro da Saúde incorpora discurso bolsonarista ao culpar o SUS pelo colapso no enfrentamento da pandemia

26/05/2021 21h59
Por: Eduardo Gomes
Queiroga, ministro infectado pelo vírus das mentiras

O ministro da Saúde, médico cardiologista Marcelo Queiroga coloca sua reputação em jogo, ao atribuir o agravamento da pandemia ao Sistema Único de Saúde, demonstra seu alinhamento ao desgoverno de Jair Bolsonaro diante da maior crise sanitária do País e do mundo.

Como médico, Queiroga sabe que em uma pandemia, como o próprio termo sugere, não há nenhum sistema de saúde capaz de enfrentar a avalanche de pacientes. Vejamos exemplos dos Estados Unidos – maior economia do mundo –, Inglaterra, França em que suas redes hospitalares colapsadas.

No caso do SUS, o ministro não é tão ingênuo em desconhecer que o sistema vem sofrendo ao longo dos sucessivos governos uma depauperação criminosa fruto dos ataques da classe política. Um dos exemplos é do próprio ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta que de certa forma se opunha ao sistema bem antes da pandemia.

O agravamento da pandemia e a CPI da Covid está mostrando isso, decorre da política suicida adotada pelo seu chefe maior, o presidente Jair Bolsonaro e sua seita insana. O ministro ignora fatos. Um deles, por sinal recente, decorre do corte de 72% dos recursos destinados à manutenção de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Marcelo Queiroga, um médico que acredita na ciência como procura demonstrar e falas e atos, sabe que a raiz do agravamento da pandemia no Brasil, está encravada no covil encravado no Palácio do Planalto.

Se o Brasil caminha a passos largos para daqui a alguns dias alcançar a marca de meio milhão de mortos, deve-se a falta de uma coordenação nacional no enfrentamento da pandemia, a omissão de um presidente em liderar o País incentivando a população o uso de máscara e o distanciamento social, trazer para seu entorno médicos e pesquisadores para traçar estratégias, planejamento, testagem em massa, rastreamento de pacientes infectados, instalação de barreiras sanitárias em portos e aeroportos, controle rígido nos deslocamentos internos e providenciar aquisição de vacinas em tempo hábil. Pior, optou pela politização da pandemia.

Países em que seus chefes de Estado se engajaram no enfretamento à doença unindo o povo no primeiro semestre do ano passado, conseguiram virar o ano em posição confortável. É o caso da Nova Zelândia, onde a primeira-ministra Jacinda Kate Laurell Ardern, diariamente em rede de TV de forma clara e precisa orientava a população inclusive respondendo a dúvidas de seus compatriotas, passava orientações a seu povo.

Impôs uma quarentena rígida e ainda adota lockdown quando necessário como medidas de contenção da transmissibilidade do vírus. Em síntese, a primeira-ministra foi aliada da primeira hora da ciência. Foi um dos poucos países do mundo onde multidões se reuniram para comemorar o réveillon. Foi considerado o País de melhor gestão da pandemia do mundo, segundo ranking do Lowy Institute.

Já o Brasil governado por Bolsonaro, negacionista convicto foi considerado a de pior gestão, segundo Lowy Institute, alcançando a 98ª. posição, superado por vários países inclusive da África.

Ao culpar o SUS pelo agravamento, Marcelo Queiroga segue de certa forma o seu antecessor, o “gordinho” de Bolsonaro, ex-ministro e general insubordinado Eduardo Pazuello enredado em uma teia de mentiras conforme indica a CPI da Covid.

Amigos do rei O procurador-geral da República, Augusto Aras adota o seguinte lema: “Aos amigos do rei, as benesses da Lei; aos inimigos do Rei, os rigores da Lei”. É o que ele está aplicando no caso do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal, numa tentativa de travar o processo.

Desmoralização — O ex-ministro da Saúde e general de divisão Eduardo Pazuello fincou o pé. Não vai solicitar sua transferência para a reserva antes do fim da CPI da Covid. Os membros do alto comando e o próprio ministro do Exército, não conseguiram persuadir Pazuello que transgrediu normas militares ao participar do comício liderado pelo presidente Jair Bolsonaro no último domingo. Ou seja: mais uma vez Pazuello peitou os chefes militares.

Fora do barco — O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes deixou o DEM e embarcou no PSD de Gilberto Kassab. O DEM que é presidido por Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, ex-prefeito de Salvador está em plena sangria, devido ao alinhamento com Bolsonaro. O primeiro a deixar a legenda foi o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia desafeto de ACM Neto.

Estagnado — A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória fixando o salário-mínimo em R$ 1.100,00. Enquanto isso os assalariados sentem no dia a dia a disparada dos preços dos gêneros alimentícios.

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