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CAPITÃO MANDA, GENERAIS OBEDECEM

O imbróglio criado com a presença do general Eduardo Pazuello traz consequências indigestas à cúpula militar, como o silêncio imposto pelo presidente Jair Bolsonaro

25/05/2021 às 21h10
Por: Eduardo Gomes
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CAPITÃO MANDA, GENERAIS OBEDECEM

A ordem, disciplina e hierarquia, são pilares que norteiam a conduta das Forças Armadas. Com o episódio da presença do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, general de divisão da ativa, na manifestação política liderada pelo presidente Jair Bolsonaro no último domingo no Rio de Janeiro, esses dogmas foram colocados à prova. Pazuello tinha o pleno conhecimento que estava transgredindo o Estatuto Militar. O fez consciente, ancorado no presidente.

É bom lembrar que a presença de Eduardo Pazuello no governo Bolsonaro desde quando foi nomeado secretário executivo no ano passado, vinha causando incômodos entre os militares. Defendiam a tese na qual Pazuello tinha que solicitar sua transferência para a reserva. O general resistiu chegando à posição de ministro após a saída do civil, médico Nelson Teich do Ministério da Saúde.

Os militares aquela altura, temiam que com um general da ativa no comando da Saúde viesse a ter a imagem do Exército associado à má gestão na condução do enfrentamento à pandemia do Covid-19, conforme ficou patente. A insatisfação contra Pazuello estava restrito aos corredores e gabinetes e de certa forma administrável.

O desastre da passagem de Pazuello no Ministério da Saúde potencializada em seus depoimentos na CPI da Covid do Senado, aumentou o nível do incômodo entre os militares de alto coturno.

A gota d’água se consolidou no domingo, quando Pazuello subiu no trio elétrico para participar inclusive com discurso a manifestação política comandada pelo capitão reformado e presidente da República, Jair Bolsonaro.

Pazuello jogo na lata do lixo os três pilares que norteiam as Forças Armadas. Colocou os chefes militares em uma encruzilhada e um constrangimento humilhante.

Se o punirem, correm o risco de entrarem em choque com o Presidente que constitucionalmente é o Comandante Supremo das Forças Armadas. A saída negociada seria ele, o Pazuello, pedir sua transferência para a reserva. Até à noite desta terça-feira, o general e ex-ministro não havia externado essa intenção.

Já feridos em seus orgulhos, os generais tiveram que engolir mais um vexame. Pretendiam e anunciaram a emissão de uma nota a respeito da conduta de Pazuello. Por telefone foram proibidos peremptoriamente pelo Presidente, ele próprio, colocado na reserva por transgredir a ordem, disciplina e hierarquia.

Pandemia de mentiras ― A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a "capitã cloroquina", oitava a depor na CPI da Covid do Senado nesta terça-feira, mentiu 11 vezes. Foi o que constatou a assessoria do senador e relator da Comissão, Renan Calheiros, por meio de checagens.

Caos municipal I ― Ao falar sobre a colapso de Manaus, Mayra Pinheiro traçou um péssimo panorama encontrado na rede de saúde da Prefeitura de Manaus em janeiro. Unidades Básicas de Saúde fechadas, falta de medicamentos, má realização de triagens colocando no mesmo ambiente pacientes suspeitos de Covid com outros pacientes, dentre outras irregularidades.

Caos Municipal II ― O quadro apresentado pela “Capitã Cloroquina”, revela que não houve por parte da administração do ex-prefeito Arthur Neto que deixou o cargo em 31 de dezembro e nem de seu sucessor, David Almeida que assumiu em 1º. de janeiro, sintonia e estratégia para atender a população no pior momento da pandemia em Manaus.

Sabatina ― Os membros da CPI da Covid votam nesta quarta-feira, requerimentos para a convocação de nove governadores e doze prefeitos. Parte destes governadores estão sob investigação da Polícia Federal e STJ (Superior Tribunal de Justiça), por suspeitas de desvio de recursos federais destinados ao enfrentamento da pandemia. O governador do Amazonas, Wilson Lima é um deles.

Campanha ― Aproveitando sua exposição na CPI da Covid do qual é membro, o senador Eduardo Braga está focado nas eleições de 2022. Ele está montando uma rede de comunicação no interior do Estado para ressuscitar o programa “Fala Senador” cujo retorno será em junho.

Caramuris ― A um ano e quatro meses para as eleições, os famosos políticos “caramuris” estão de volta, visitando os municípios após quatro anos.

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