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Política PANDEMIA

Semana complicada para o Governo com depoimentos de ex-ministros

A série de depoimentos na CPI do Covid no Senado começa na terça-feira com depoimentos dos ex-ministros da Saúde Henrique Mandetta e Nelson Teich. O depoimento mais esperado será o do ex-ministro Eduardo Pazuello na próxima quarta-feira.

02/05/2021 21h46 Atualizada há 2 semanas
Por: Eduardo Gomes
Semana complicada para o Governo com depoimentos de ex-ministros

A semana promete com aumento da temperatura política no Palácio do Planalto. Amargando seguidas derrotas para impedir a qualquer custo a instalação da CPI do Covid, o Governo Bolsonaro se vê diante do início dos trabalhos da Comissão que podem custar ao Presidente, a desconstrução de sua imagem e criar-lhe uma série de dificuldades com vistas ao seu projeto de reeleição.

Na terça-feira, os senadores da comissão presidida pelo senador Omar Aziz, começam as oitivas dos ex-ministros da Saúde. E o primeiro é o ex-aliado e agora adversário, Luiz Henrique Mandetta, que permaneceu no cargo 471 dias dos quais os últimos 50 dias foram marcados pelo início da pandemia no Brasil. Mandetta foi exonerado por discordar do Presidente quanto a forma de condução do Governo no enfrentamento da pandemia.

Afora novas revelações que eventualmente possa fazer, Mandetta que é filiado ao DEM causa preocupação ao Governo Bolsonaro no campo político. Temem que a partir do depoimento, o ex-ministro possa catapultar sua pré-candidatura.

Ainda na terça-feira os senadores vão ouvir o sucessor de Mandetta no Ministério da Saúde. O oncologista Nelson Teich pediu exoneração após 28 dias, o período mais curto de um Ministro na Saúde do Governo Bolsonaro, por discordar do Presidente que insistia no chamado tratamento precoce com cloroquina e outros medicamentos sem eficácia comprovada no tratamento de pacientes acometidos de Covid 19.

Os senadores reservaram a quarta feira pela ouvir o terceiro ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. A previsão é que o depoimento de Pazuello será o mais longo, com duração superior a 12 horas.

Foi sob a gestão de Pazuello, da área da Intendência do Exército,  que o Ministério da Saúde foi militarizado. Os principais cargos até então ocupado por técnicos com larga experiência foram substituídos por militares.

A era do serviu Pazuello foi marcada pela explosão da pandemia no País e proporcionou aos senadores o fato determinante pela instalação da CPI. Foi a tragédia de Manaus, quando mais de três dezenas de pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio.

Pazuello terá que explicar os senadores a omissão de seu Ministério na crise de Manaus em janeiro, a recusa de 11 ofertas de vacinas pelas farmacêuticas ao Governo brasileiro em 2020, a fabricação de milhares de comprimidos de hidroxicloroquina pelo Exército, a exigência no emprego do “Kit Covid” pelo sistema de Saúde o “Kit Covid” (hidroxicloroquina, azitromicina, zinco, ivermectina, AAs e ibuprofeno), a ausência de testagem em massa da população, ausência de uma campanha nacional de enfrentamento, falta de planejamento na campanha de imunização.

Espera-se que Eduardo Pazuello tenha a ombridade e a honradez de esclarecer aos senadores e a Nação, como o Brasil por falta de uma política, mergulhou na pior crise sanitária de sua história.

Militarização ― Com o desmonte do Ibama, tirando dos fiscais a prerrogativa de fiscalizar e aplicar multas por crimes ambientais, aliados do Governo na Câmara dos Deputados ressuscitaram o projeto de Lei do então deputado federal do baixo clero Jair Bolsonaro, dando às polícias militares o poder de fiscalizador do Meio Ambiente.

O desiludido ― O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo destilou mágoas nas redes sociais ao postar no Twitter mensagens afirmando que o governo Jair Bolsonaro perdeu a “alma” e o “ideal” ao criticar a articulação política. Araújo foi um dos responsáveis pela má imagem do Brasil e hoje ocupa um cargo de terceiro escalão no Ministério das Relações Exteriores.

Licenciado ― Lutando contra um câncer, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) vai se afastar por 30 dias do cargo para se submeter a mais uma sessão de tratamentos de imunoterapia e quimioterapia. Com o afastamento o vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB) assume o cargo.

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