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Política ARTICULAÇÃO

Bolsonaro foi buscar socorro com José Sarney para estancar Renan

Presidente atua em várias frentes para tentar conter a CPI do Covid para mitigar os efeitos políticos e eleitorais das investigações

01/05/2021 23h44 Atualizada há 2 semanas
Por: Eduardo Gomes
Bolsonaro foi buscar socorro com José Sarney para estancar Renan

Consciente do estrago que a CPI do Covid pode causar a sua imagem, o presidente Jair Bolsonaro (sem Partido) fez mais um movimento para “amansar” o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB).

Fora da agenda, o presidente tomou a iniciativa de visitar no dia em que a CPi era instalada, o ex-presidente José Sarney que ainda exerce uma forte influência no MDB na residência do velho político em Brasília, segundo revelou o site UOL.

Desde quando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Roberto Barroso determinou ao Senado a instalação da CPI solicitada em janeiro, Jair Bolsonaro utiliza de todos os meios possíveis para conter a Comissão.

No encontro com Sarney, Bolsonaro tentou que o velho cacique faça a interlocução com Renan Calheiros para atenuar as investigações, já que ele, Bolsonaro é o personagem central dos desmandos e omissões no enfrentamento da pandemia que já ceifou mais de 400 mil vidas.

Na tentativa de aplacar Renan Calheiros, Bolsonaro já tentou fazer uma ponte com o filho do Senador, o governador de Alagoas, Renan Filho.

O presidente age em diversas frentes com ações antagônicas. De um lado tenta uma articulação política com objetivo de frear o ímpeto da Comissão, onde detém apenas quatro senadores de um total de onze que ainda lhe são fiéis.

De outro, Bolsonaro apoiado por integrantes do núcleo duro de seu Governo, incluindo aí o “gabinete do ódio”, fustigam senadores com dossiês falsos, ataques e ameaças aos demais senadores, além de incentivar manifestações de seus seguidores que pregam o golpe militar, fechamento do Congresso e dos Tribunais Superiores, em uma clara aposta pelo acirramento do extremismo.

Agenda adiada ― Visando a campanha eleitoral o governador Wilson Lima iniciaria em Manaus na última terça-feira (27) a primeira das várias reuniões que o governador terá com representantes de entidades de classe.

A agenda prevê encontros todas as semanas recebendo dirigentes de sindicatos de várias categorias de servidores públicos, sobretudo com as entidades dos profissionais Saúde, como técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, entre outros.

O primeiro encontro foi adiado diante da denúncia da Procuradoria-Geral da República ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra o Governador e mais 18 pessoas acusados de desvio de recursos na compra de respiradores no ano passado.

O foco nos sindicatos de profissionais da saúde se deve ao fato de uma pesquisa interna ter apontado baixíssimo índice de popularidade de Wilson Lima junto a esse segmento.

Intimidação ― A utilização da Polícia Federal como política por parte do Governo Bolsonaro está cada vez mais latente. Os líderes indígenas Sonia Guajajara, Almir Naramayoga Suruí estão sendo acossados pela Polícia Federal por conta de denúncias e críticas contra o Governo Federal por violações dos direitos dos povos indígenas.

O governo Bolsonaro tem sido pródigo em utilizar contra seus adversários, a Lei de Segurança Nacional contra aqueles que divergem contra o Presidente, bem ao estilo do Estado Novo de Getúlio Vargas quando criou sua política, a temida Delegacia Especial de Segurança Política e Social (DESPS), criada no Estado Novo do Governo Vargas.

Sem chance ― Em sua passagem por Parintins, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), disse ser impossível a Câmara instalar uma CPI para investigar o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo delegado federal Alexandre Saraiva. Para Ramos não é hora de a Câmara instalar uma CPI.

Inspeção ― O presidente Jair Bolsonaro acompanhado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno sobrevoou de helicóptero a manifestação de seus seguidores que pediam intervenção militar com palavras de ordens contra os poderes Legislativos e Judiciário.

Retaliação ― A entrevista do ministro da Justiça Anderson Torres para a Revista Veja que vai requisitar da Polícia Federal informações sobre os inquéritos que envolvem governadores suspeitos de desvios de recursos destinados à saúde teve reação imediata na CPI da Covid.

Os senadores deverão apresentar requerimento pedindo a convocação do delegado. Eles interpretam a fala do delegado como uma intimidação contra os membros da CPI. Os senadores já estavam de orelha em pé diante da informação que a Polícia Federal promoverá operações contra governadores e prefeitos.

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