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Esportes Crimes no esporte

Fama no esporte e crimes. Até quando há margens para inconsequências?

Os casos ganham repercussão e mancham a história de ídolos do esporte

19/04/2021 10h57
Por: Redação Fonte: Em Tempo
Divulgação
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Casos de esportistas famosos que cometerem algum tipo de crime tem se tornado comum nos últimos meses e anos. Inconsequências como, furo de isolamento social por conta da pandemia, atropelamento de pedestres e assassinatos, mancham a história do esporte brasileiro. Relembre casos e quais consequências os jogadores tiveram na carreira.

Furou pandemia e atropelou homem

No início do mês de abril, o camisa 10, Luiz Adriano, jogador do Palmeiras, testou positivo para a Covid-19, mas decidiu pegar o carro e levar a mãe para um supermercado. Na ocasião, ele atropelou um homem na saída de um supermercado em São Paulo.

A direção do Palmeiras informou que o jogador será multado. “O clube segue rígidos protocolos de segurança e, em um de seus exames periódicos, Luiz Adriano testou positivo. Ele foi afastado das atividades presenciais e orientado a ficar em isolamento em casa, mas descumpriu esse protocolo. Diante do ocorrido, o Palmeiras tomará providências internas. Neste caso específico, as ações administrativas serão convertidas em cestas básicas. É um momento de conscientização e ajuda aos que mais precisam”.

Luiz Adriano admitiu que quebrou as regras do protocolo.

“Fui orientado a ficar em casa de quarentena sob o acompanhamento do Departamento médico, porém ontem fui ao supermercado do shopping levar minha mãe que não sabe dirigir, sem sair de dentro do meu carro e de máscara, mas acabei me envolvendo em um acidente em que uma bicicleta bateu no carro na saída do estacionamento”

 Aparentemente, somente a multa foi aplicada ao jogador, tendo em vista que o time não finalizou contrato e muito menos, deu penalidade mais severas.

Flagrado em cassino

Durante a pandemia do Coronavírus, o atual ídolo do Flamengo, Gabriel Barbosa, o Gabigol, foi flagrado em umcassino de luxo na Zona de Sul de São Paulo. O caso aconteceu em março.

O local foi fechado por policiais civis. Além de jogos de azar serem proibidos no país, o estado de São Paulo enfrenta um novo pico da pandemia de Covid-19, com alta no número de casos e mortes.

Mais de 200 pessoas estavam jogando. Segundo a polícia, o jogador foi encontrado escondido embaixo de uma mesa do camarote do cassino, que custa cerca de R$ 1,5 mil. A polícia demorou quase uma hora para localizar o atacante.

"Demorou quase uma hora para encontra-lo porque ele estava no camarote vip, onde paga uma certa quantia, parece que R$ 1,5 mil para ficar naquele local. Ele estava nesse camarote, escondido atrás de uma mesa, atrás de umas moças. Ele não queria ser identificado"

Todas as pessoas foram encaminhadas para a Delegacia de Crime contra a Saúde Pública, no Centro de São Paulo. Elas assinaram termo circunstanciado, comprometendo-se a prestar esclarecimentos depois, e foram liberadas. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou à Justiça que o atacante pague 100 salários mínimos por crime contra a saúde pública.

O Flamengo, por sua vez, abafou o caso e não retirou o jogador dos jogos importantes, como as últimas disputas por títulos.

Eliza Samúdio e goleiro Bruno

Um dos casos com maior repercussão no Brasil e no mundo está relacionado a um ídolo do Flamengo: o goleiro Bruno. Ele foi condenado pela Justiça a cumprir pena de 22 anos e três meses pelo assassinato e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, com quem teve um filho, o Bruninho.

Pelo visto, a condenação não mudou muito a rotina de tietagem, idolatria e paixão pelo esportista que muitas vezes, levou o time a ser campeão. Bruno foi "tietado" em 2019 por torcedores doclube carioca, enquanto fazia suas compras de Natal, em um shopping de Cabo frio, no Rio de Janeiro.

Ele utilizou sua conta no Instagram para agradecer o carinho dos fãs. "Queria agradecer a receptividade, carinho de todos ! Me senti muito amado, querido, acolhido e muito feliz!!! Que Deus possa abençoar a cada pessoa que veio até mim hoje, que pediu uma foto, autógrafo, ou que simplesmente veio apertar a minha mão, me desejar sorte, me parabenizar pelo meu recomeço!!", publicou o jogador. Nos comentários da publicação, diversos torcedores escreveram mensagens de apoio para Bruno.

Na época, a diretoria do Flamengo decidiu suspender o contrato de Bruno até que a Justiça concluísse as investigações. O goleiro, que também era capitão do time, estava afastado da equipe principal e vinha treinando separadamente desde o último dia 28 de junho de 2010, mas recebia normalmente o salário de R$ 200 mil mensais.

Robinho condenado fora do Brasil

Os crimes envolvendo jogadores ídolos não ocorrem somente no Brasil. No mês de março, a Justiça Italiana confirmou a pena de 9 anos de prisão para o jogador Robson de Souza Santos, o Robinho, e seu amigo Ricardo Falco. Os dois são acusados do estupro coletivo de uma mulher de 23 anos em uma boate em Milão junto com outras quatro pessoas não identificadas.

"O quadro probatório ilustrado - escrevem os juízes - demonstra de forma inequívoca, na opinião do Tribunal, o estado de inconsciência total da pessoa lesada"

O ex-jogador do time italiano Milan também foi acusado pela Justiça italiana de ter mostrado "desprezo particular pela vítima que foi brutalmente humilhada" e de ter tentado desviar a investigação do caso.

O Santos, clube onde o atleta ganhou holofotes, fez sua parte e suspendeu a validade do contrato com o atacante. Logo após o anúncio, o atacante se pronunciou em suas redes sociais.

 “Com muita tristeza no coração, venho falar para vocês que tomei a decisão, junto do presidente [Orlando Rollo], de suspender meu contrato [...]. Meu objetivo sempre foi ajudar o Santos. Se de alguma forma estou atrapalhando, é melhor que saia e foque nas minhas coisas”, disse.

Especialista responde

O advogado Flavio Emanoel Terceiro que é membro da Comissão de Defesa do Consumidor, da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM), conta que frente a situações que indignam a população, como uma agressão ou um assassinato, qualquer decisão pode ser vista como "leve", em especial quando envolve pessoas públicas.

“Mas existem vários critérios que são considerados pelos juízes em suas decisões que podem ‘abrandar’ a pena, como a ausência de delitos anteriores no histórico daquela pessoa. Na prática, a maioria dos juízes busca ser o mais justo possível em suas decisões, mas nenhuma condenação vai parecer suficiente nesses casos que indignam a população”

 Flávio afirma ainda que existe sim, o pensamento corrompido por conta do poder. De acharem que estão acima da lei porque fazem parte de um grupo diferenciado.

“A máxima de que ‘o poder corrompe’ é muito verdadeira no Brasil. Muitas pessoas deixam de respeitar leis e regras por acreditarem fazer parte de um grupo diferenciado. Mas, outra máxima é real: ‘o orgulho precede a queda’. Aqueles famosos que desrespeitam as leis podem ser punidos duplamente: pela lei, e, mesmo que essa demore a os alcançar, podem ser punidos com o fim do prestígio que haviam conquistado. Um fã deixa de ser fã quando vê que seu ídolo é uma pessoa decepcionante”, finalizou o especialista.

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