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Nhamundá celebra hoje 65 anos

As belezas naturais, seu povo, o imaginário caboclo e a moradas das índias guerreiras Ycamiabas fazem parte do menu de opções para quem conhece Nhamundá

30/01/2021 às 22h33 Atualizada em 31/01/2021 às 09h00
Por: Redação
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A cidade de Nhamundá, localizada no extremo Amazonas, completa hoje 65 anos. | Foto: Felipe Drone
A cidade de Nhamundá, localizada no extremo Amazonas, completa hoje 65 anos. | Foto: Felipe Drone

Da redação CNA7
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Nhamundá (AM) – No extremo Amazonas está situada a cidade de Nhamundá. Uma ilha localizada a 381 quilômetros de Manaus. Na fronteira com o estado do Pará, sua economia gira em torno do setor primário e da pecuária, mas aposta no turismo com a pesca esportiva do Tucunaré, com as paisagens praianas e com a famosa lenda das Amazonas.

Localizada na calha do Baixo Amazonas para chegar à cidade muitas pessoas se utilizam de aviões do tipo aero táxi que pousam no aeroporto da estrada do Juruá, fora do perímetro urbano da ilha. Quem vem de Manaus ou de outas cidades, em aviões comerciais, ficam em Parintins e seguem de lancha ou barco para Nhamundá, é que o aeroporto de Juruá não comporta aviões maiores. Em tempos normais, as lanchas saem todos os dias de Parintins às 6h30min com retorno às 15h. Já as lanchas que saem da Ilha Afonso de Carvalho, como a cidade também já foi chamada, seguem para a Ilha Tupinambarana às 5h da manhã e retornam às 13h. Devido a pandemia do coronavírus, as viagens estão suspensas em cumprimento ao decreto estadual.

A pequena Ilha de Nhamundá é protegida por dois padroeiros, Santo Antônio e Nossa Senhora da Assunção. Suas festividades reúnem centena de nhamundaenses da cidade e interior que pagam suas promessas e agradecem pela benção  e proteção recebida.

Economia

Nhamundá já foi uma das quatro principais economias do interior do estado. A cidade vive do setor primário, sendo a produção agrícola, a farinha artesanal e a pecuária, as principais atividades econômicas. Rebanho bovino também está presente na região. Porém, a agricultura de subsistência, como o cultivo de mandioca para a fabricação da farinha, destaca-se entre os ribeirinhos locais.

No mês de setembro, o destaque é para a pesca do tucunaré. A cidade ganhou um festival de pesca esportiva que é realizado durante 72 horas. No evento, várias atividades são realizadas, com atrações musicais e a escolha da garota Tucunaré.

Pontos de visitação

Ao chegar ao município o visitante é recepcionado pela praia da liberdade. O anfiteatro, chapéus e quadras esportivas fazem parte do complexo banhado pelo rio Nhamundá. No local são realizadas a festa do Tucunaré, as comemorações do aniversário da cidade e o réveillon. As belezas naturais encantam quem conhece a região.

Com rochas naturais a praia Ponta das Pedras é outro atrativo para quem quer se refrescar, assim como a praia do Papagaio e a famosa praia Espelho da Lua que teria sido habitada pelas índias guerreiras Ycamiabas.

“As praias estão muito bonitas. Nos fins de semana os nhamundaenses aproveitam para se banhar nas praias do rio Nhamundá e muitos turistas, pessoas aqui da região e de outros estados também visitam nossa cidade”, conta a jovem Eliza Santos.

O Buteco dos nativos e turistas

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) 2019 a cidade de Nhamundá conta com 21.173 habitantes. Um dos grandes modelos de sucesso era o Buteco do Zé um dos lugares mais frequentados pelos nhamundaenses e visitantes. Localizado na rua Severino Rodrigues, Centro, o empreendimento é bastante conhecido na região. Hoje, o Buteco encontra-se fechado devido a pandemia, além de está disponível para a venda.

Além do Boteco do Zé e a praia da Liberdade existem outros pontos que podem ser visitados por quem chega ao município como o restaurante “Cambalacho”. Passeios de lancha também são ofertados na cidade e além de contemplar as belezas naturais podem provar da culinária local nas comunidades interioranas, sendo que algumas delas são próximas a sede do município, principalmente nas épocas festivas.

Foi em Nhamundá que o Rio Amazonas foi batizado 

O Rio Amazonas foi batizado com este nome na foz do rio Nhamundá quando o navegador Francisco Orellana encontrou as índias que as chamou de guerreiras Amazonas e ainda denominou as águas douradas por onde navegava com a mesma nomenclatura. Hoje, no local onde esse encontro teria ocorrido, a serra do espelho da lua, centenas de turistas fazem questão de ir conhecer o lugar onde habitaram as lendárias Ycamiabas.

O historiador Waner Pinto de Souza, 44, conta que o encontro entre as índias e os navegadores gerou um grande conflito em 1542. “Todo mundo conhece o estado, mas não conhece a história”, lamenta. Por falar nisso, conflito se torna comum na localidade que pertencia ao município de Parintins. “Durante 200 anos desde 1756 quando foi criada a capitania de São José do Rio Negro e a capitania do Grão Pará houve um conflito pelas terras de Nhamundá. O conflito se manteve e se tornou armado já com os estados de Amazona e Pará a partir de 1839 com a proclamação da república”, afirma.

Ainda de acordo com o historiador uma guerra se formou pela ilha que culminou em 1916 com intervenção do então presidente do Brasil o Coronel Venceslau  Brás. Apesar de um histórico bicentenário, Nhamundá tem apenas 65 quando foi elevada a município em 1956, ou seja, quem nasce no município antes de 56 é parintinense. Quem nasce depois é Nhamundaense.

 

Os Nomes

O primeiro nome dado a cidade de Nhamundá foi Ilha das Cotias. O batismo acontece em 1757 quando o coronel Mendonça Furtado, que era o general governador do estado do Grão Pará esteve na  localidade para fazer a divisão das capitanias de São José do Rio Negro, onde hoje é o estado do Amazonas e a Capitania do Grão Pará. Quando ele fez o balizamento, a divisa das duas capitanias, ele usou a localidade que chamou de Ilha das Cotias como ponto de referência. “A divisa dos dois estados fica próximo a ilha das cotias”, confirma o pesquisador.

Em 27 de junho de 1908 o município é chamado de Afonso de Carvalho pelo então superintende de Parintins o coronel José Furtado Belém a quem pertencia a ilha e a região. “A inauguração do nome da ilha se deu durante a inauguração do prédio da corretoria de impostos do estado do Amazonas e Afonso de Carvalho era um cobrador de impostos”.

 O terceiro nome começa em 1947 quando o prefeito de Parintins, Júlio Belém que tinha raízes com Nhamundá, foi o primeiro prefeito eleito da cidade e elevou a localidade a vila Afonso de Carvalho e mais tarde em 1956 houve a emancipação com o nome Nhamundá. O atual nome do município é uma homenagem ao Cacique Jamundá. “Jamundá era o cacique que reuniu os jovens das tribos que habitavam essa região por volta de 1600 e os índios dessa região  foram explorados pelos franceses e portugueses no plantio de algodão, juta. Ele se revolta, faz um levante com a fuga do índios pro alto Nhamundá onde implantaram a aldeia Cassauá, atrás das sete cachoeiras no alto Nhamundá onde conseguiram se esconder e quando fizeram o batismo do rio, colocaram Jamundá, o nome pode ser lido também Iamundá e devido a ortografia dos anos hoje se escreve Nhamundá”, conclui Waner Pinto de Souza.

  

Marina Pandolfo é a primeira mulher prefeita de Nhamundá

Marina Pandolfo (PSD) foi eleita em novembro de 2020, a primeira mulher prefeita de Nhamundá vencendo os adversários Israel Paulain e Cleudo Tavares (Mantegao).

Natural de Parintins, Marina tem 41 anos e é administradora. Já foi secretária de assistência social, por sete anos  na gestão de dois mandatos do ex-prefeito Nenê Machado, sendo apoiada por ele em sua campanha. Seu vice é Neto Carvalho (PTB) que já foi presidente da Câmara dos Vereadores e também secretário de Educação. Neto tem 31 anos de idade.

 ‘Hoje a nossa ilha completa 65 anos e é digna de todas as homenagens. Temos fé que isso tudo vai passar e em breve estaremos juntos, na praia da Liberdade, festejando do jeito que sabemos fazer. Parabéns Nhamundá!’, destacou a prefeita.

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