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Paysandu x Remo: 10 motivos que mostram por que o clássico é o jogo mais legal do fim de semana

No duelo entre o Cavani da Amazônia e o goleiro vereador, Papão e Leão fazem neste domingo um dos jogos mais importantes da história do clássico valendo acesso para a Série B

09/01/2021 17h04
Por: Redação
Nicolas, do Paysandu, e Vinícius, do Remo — Foto: Infoesporte
Nicolas, do Paysandu, e Vinícius, do Remo — Foto: Infoesporte

Enquanto a Série A do Brasileirão começa a esquentar com a briga pelo título e contra o rebaixamento, a Série C tem neste domingo, às 18h, no Mangueirão, um jogo com motivos de sobra para ser considerado histórico. Empatados em pontos no Grupo C e adversários diretos pelo acesso, os rivais Paysandu e Remo fazem uma das partidas mais importantes do Clássico Rei da Amazônia em todos os tempos.

Se no fim dos anos 70 o encontro ficou marcado pela presença dos lendários artilheiros Dadá Maravilha, pelo Papão, e Bira, pelo Leão, hoje o duelo será entre o goleador Nicolas, apelidado de “Cavani da Amazônia,” e o goleiro “paredão” Vinícius, eleito vereador em Belém.

O ge traz abaixo dez motivos que provam por que o Clássico Rei da Amazônia é o jogo mais legal do final de semana e fará toda a cobertura do jogo em Tempo Real no domingo, a partir das 17h.

1 - Vitória pode garantir vaga na Série B

Depois de um Re-Pa na última rodada da fase de classificação da Série C que mais pareceu um “jogo de compadres” e terminou em 0 a 0, com apenas um chute a gol, os times ficaram na mesma chave do quadrangular do acesso na Série C. Após quatro jogos, os clubes chegam à penúltima rodada empatados em pontos, sete cada, com o Remo na liderança pelo saldo de gols.

Se vencer o maior rival, o Paysandu estará na Série B sem depender de outros resultados. Os remistas, entretanto, além da vitória, ainda precisam torcer para que o Londrina não vença o Ypiranga-RS no outro confronto do Grupo C. Esse embate só acontece às 20h, no Paraná. Um empate no clássico ainda não garante um paraense na Segunda Divisão.

2 - Cavani da Amazônia x Paredão Vereador

Em campo, os dois destaques de cada time jogam em posições antagônicas. O atacante Nicolas, xodó da torcida do Paysandu, tem o apelido do uruguaio do Manchester United – mas com um toque regional. A comparação vai além da cabeleira. O jogador gaúcho de 31 anos marcou 31 gols com a camisa bicolor até aqui – 19 deles em 2020. Além disso, tem estrela e fama de carrasco quando enfrenta o Remo: já balançou as redes seis vezes contra o rival.

Do outro lado, uma muralha. O goleiro Vinícius, goiano de 36 anos, é o grande líder do Remo, onde está desde 2017 e já fez 125 partidas. Dono de muitos "milagres" sob o travessão, o atleta com passagem pelo Flamengo entre 2010 e 2011 é um dos responsáveis pelo Leão ter a melhor defesa da Série C, com apenas 17 gols em 22 jogos. A idolatria do torcedor é tão grande que o arqueiro foi eleito vereador de Belém com mais de sete mil votos – o 12º candidato mais votado do pleito na capital.

3 - Jogadores com rodagem no futebol brasileiro

Os elencos contam com jogadores que já passaram por grandes times do país. No Paysandu, estão o lateral-esquerdo Bruno Collaço, ex-Grêmio, o zagueiro Carlão, ex-Corinthians, o atacante Vitor Feijão, ex-Guarani, Coritiba e Ceará, e o meia Alex Maranhão, ex-Ponte Preta e Fortaleza. No Remo, a lista inclui o lateral-esquerdo Marlon, ex-Vasco, o meia Felipe Gedoz, ex-Athletico, o volante Lucas Siqueira, ex-Vasco, e o meia Eduardo Ramos, ex-Corinthians.

4 - Técnicos com experiência

O treinador do Paysandu é João Brigatti, de 56 anos, que fez história como goleiro da Ponte Preta. Ele chegou ao Papão pela primeira vez em 2013, como auxiliar de Mazola Júnior. Na mesma função, retornou à Curuzu no ano seguinte, conquistando o acesso à Série B.

Como treinador, foi contratado para tentar evitar o rebaixamento na Segundona de 2018, mas não conseguiu. Mesmo assim, foi mantido no cargo em 2019, porém, após desentendimentos com a diretoria, foi demitido invicto no Parazão. Depois de levar o Sampaio Corrêa à Segunda Divisão em 2019, voltou ao time paraense em outubro e teve papel decisivo na arrancada à classificação ao quadrangular.

No Remo, a liderança à beira do gramado é do experiente técnico Paulo Bonamigo, de 60 anos. Após demitir Mazola Júnior, em setembro do ano passado, o clube agiu rápido e, em apenas seis horas, anunciou o retorno do treinador depois de 20 anos.

Bonamigo, ex-jogador de Grêmio, Internacional e Botafogo, treinou o Leão pela primeira vez nos anos 2000. Naquela ocasião, apesar de eliminado pelo Paysandu no Paraense, comandou a equipe na Copa João Havelange e a levou a ficar entre os 16 melhores, dando o troco no maior rival no Módulo Amarelo da competição.

5 - Trio de arbitragem é Fifa

A CBF garantiu a escalação de um trio Fifa para o clássico Re-Pa. Wilton Pereira Sampaio no comando, auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva e Bruno Raphael Pires, todos de Goiás. Wilton é considerado um dos melhores árbitros do país e pode ser o apito brasileiro na Copa do Mundo de 2022, no Catar.

No trabalho de bastidores, o Paysandu contratou uma empresa especialista em produção de vídeos para acompanhar, especificamente, a atuação do quarto árbitro paraense Andrey da Silva e Silva, por não aprovar o trabalho do profissional e se sentir prejudicado pelos apitadores que trabalharam nessa função nas últimas partidas.

6 - Novo clássico do acesso em quadrangular

O confronto ganhou ares de mata-mata. Seria quase como na Copa João Havelange de 2000, quando Remo e Paysandu disputaram o terceiro lugar, e o vencedor estaria na elite do futebol brasileiro do ano seguinte. O Leão levou a melhor em campo, mas perdeu a vaga no tapetão.

O Papão "se vingou" em 2001, vencendo o clássico pela 11ª rodada da Série B e embalando rumo ao bicampeonato da competição. A última vez que ambos estiveram juntos na Segundona foi em 2006, feito que pode se repetir exatos 15 anos depois. Neste domingo, porém, somente um pode subir de degrau antes da última rodada.

7 - Clássico mais disputado do mundo

Nenhuma rivalidade entre os grandes times do futebol mundial tem tantos jogos quanto um Re-Pa. Essa história começou em 1914 e, de acordo com o historiador paraense Ferreira da Costa, de lá para cá, já foram 758 confrontos. O Clássico Rei - Ceará x Fortaleza - é o que mais se aproxima do embate entre os paraenses, com 590 partidas.

São 263 vitórias do Remo, 238 do Paysandu e 257 empates. Os bicolores marcaram 961 gols na disputa, enquanto que os azulinos têm apenas um a menos, 960.

8 - Tabu de 33 jogos

Quando quer tirar sarro do maior rival, a torcida do Remo, conhecida como Fenômeno Azul, lembra do período de 33 partidas seguidas sem derrota. O tabu começou no dia 31 de janeiro de 1993. Durou exatos quatro anos, seis meses e 24 dias, só sendo quebrado pelo Paysandu em 1997. Segundo o historiador paraense Orlando Ruffeil, esse é o maior tabu envolvendo clássicos na história do futebol mundial. Na atualidade, o Leão não perde para o Papão há três confrontos – duas vitórias e um empate.

9 - Goleada de 7 a 0

“Pintou o sete numa tela azul. Foi feito sem defeito do Papão da Curuzu”.

A marchinha que se confunde com o hino do Paysandu é eternizada pela torcida do Lobo, conhecida como Fiel Bicolor. No dia 22 de julho de 1945, a equipe Alviceleste venceu o Remo por 7 a 0, pelo primeiro turno do Campeonato Paraense. Essa é a maior goleada de um clássico Re-Pa oficial.

Parte do time do Paysandu que goleou o Remo e conquistou o tetracampeonato estadual — Foto: Reprodução/site oficial do Paysandu

10 - Estádios separados por apenas 400 metros

O rival mora (bem) ao lado. O estádio Evandro Almeida, o Baenão, de propriedade do Remo, fica a apenas 400 metros do estádio Leônidas Sodré de Castro, a Curuzu, do Paysandu. As casas de azulinos e bicolores são separadas pela Avenida Almirante Barroso, uma das mais tradicionais de Belém. A distância só não é menor que a dos estádios dos rivais escoceses Dundee FC e Dundee United, Dens Park e Tannadice Parke: 350 metros.

Reza uma lenda que, em 2011, o técnico Sérgio Cosme, com passagens por Fluminense, Vasco e Grêmio, recém-contratado pelo Paysandu, se equivocou de estádio e bateu no portão do Baenão, ao invés da Curuzu.

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