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Polícia Caso Ana Beatriz

“Só porque nós somos pobres, porque somos índios que a gente é tratado como animal”, desabafa avó de criança indígena estuprada e assassinada.

“Eu sei que Deus perdoa, mas eu não. Ninguém aceita. Isso é revoltante”, assegura Flácia de Souza.

30/11/2020 10h31 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Em Parintins, manifestação pede justiça pelo caso Ana Beatriz. Foto: Liam Cavalcante
Em Parintins, manifestação pede justiça pelo caso Ana Beatriz. Foto: Liam Cavalcante

Ramon Corrêa 
Carlos Alexandre | CNA7
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Parintins (AM) – Hoje (30/11) faz uma semana que foi encontrado o corpo de Ana Beatriz, 5 anos, que foi sequestrada, na madrugada do dia 22 de novembro, brutalmente violentada, assassinada e enterrada na comunidade Nova Vida, área indígena Sateré-Mawé em Barreirinha, interior do Amazonas (distante 331 quilômetros de Manaus). 

Neste domingo, 29, dezenas de pessoas se concentraram na praça da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins, na manifestação que pediu justiça pela morte da criança indígena. Uma das mais emocionadas e revoltada era a avó da menina, que participou do manifesto convocado por movimentos sociais, movimento de mulheres e populares. Dona Flácia de Souza cobrou providências da Justiça sobre os outros dois suspeitos do crime liberados por falta de provas. “Nós temos certeza que foram os três que fizeram, mas só o de menor assumiu. A justiça tem que ser feita. Eles estão soltos lá na aldeia”, reclamou. 

Ao conversar com a imprensa, dona Flácia não conseguiu segurar as lágrimas. Ao desabafar ela cobrou atitudes de combate a entrada de drogas nas aldeias indígenas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). “Tem muita droga. A Funai não toma uma atitude. Tem uma barreira (sanitária) e como que a droga entrou?  Como que a bebida entrou? A nossa revolta é que já aconteceu muita morte, muita coisa mesmo e nunca foi resolvido. As autoridades, os Tuxauas, a comunidade, todos sabem. Mas porque não tem justiça? ”, questionou. 

Em meio as lágrimas, a indígena reafirmou sua revolta assegurando que a neta sofreu muita crueldade. “Eu sei que Deus perdoa, mas eu não. Ninguém aceita. Isso é revoltante” e continua questionando a justiça. “Cadê a justiça? Só porque somos pobres, nós somos índios que a gente é tratado como animal”, concluiu.

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