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Política Covid-19

A um mês da eleição, Trump e Melania contraem Covid-19; sintomas são leves, diz Casa Branca

Médico da Casa Branca diz que o casal está bem e que Trump deve continuar a exercer suas funções; vice-presidente teve teste negativo

02/10/2020 11h28
Por: Redação
O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania estão em quarentena após testarem positivo para Covid-19 Foto: Carlos Barria / REUTERS
O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania estão em quarentena após testarem positivo para Covid-19 Foto: Carlos Barria / REUTERS

WASHINGTON — Após meses minimizando a gravidade da pandemia de Covid-19, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada desta sexta-feira que ele e a primeira-dama Melania Trump contraíram a doença. O diagnóstico traz incerteza a 32 dias da eleição presidencial do dia 3 de novembro, dando novo tom à crise sanitária que já matou mais de 207 mil americanos, um recorde mundial. 

Trump, de 74 anos, anunciou o resultado de seu exame no Twitter no início da madrugada, horas depois de afirmar que ele e a primeira-dama, de 50 anos, haviam entrado em quarentena após Hope Hicks, uma de suas assessoras mais próximas, havia sido diagnosticada com a doença. A notícia chacoalhou o sistema financeiro, com bolsas europeias e americanas abrindo em queda.

"Esta noite, a primeira-dama dos Estados Unidos e eu testamos positivo para Covid-19. Vamos começar nossa quarentena e o processo de recuperação imediatamente. Vamos superar isso juntos!", tuitou Trump.

Sem máscara, o chefe de Gabinete da Casa Branca, Mike Meadows, disse à imprensa que o presidente apresenta "sintomas leves", sem especificá-los. Na quinta, o presidente pareceu cansado ao participar de um evento de arrecadação em Nova Jersey, que reuniu cerca de 100 pessoas em seu campo de golfe. Horas depois, sua voz estava rouca durante uma entrevista à Fox News.

Segundo o médico do presidente, Sean Conley, o casal "está bem no momento" e planeja permanecer na residência oficial durante sua recuperação, de onde Trump poderá continuar a despachar. O vice-presidente Mike Pence testou negativo para a doença, enquanto a presidente do Comitê Nacional Republicano, Ronna McDaniel, com quem Trump se encontrou no último dia 25, afirmou ter testado positivo "há alguns dias".

O diagnóstico vem três dias após o primeiro debate presidencial entre o republicano e seu rival democrata, Joe Biden. Criticado por aliados e adversários, Trump adotou uma postura agressiva, interrompendo o ex-vice-presidente em quase todas as suas falas. Dado o caráter caótico do embate, especialistas questionavam se os outros dois enfrentamentos pré-agendados, nos dias 15 e 22 de outubro, seguiriam em frente. Agora, são ainda mais incertos.

 

Duplamente em risco

Trump é considerado duplamente em grupo de risco por estar obeso e ser idoso: oito em cada dez pessoas mortas pela doença nos EUA tinham mais de 65 anos. O presidente costuma resistir à divulgação de detalhes sobre seu estado de saúde, mas supostamente tem colesterol alto e não faz exercícios físicos. Ainda assim, após um check-up médico no ano passado, Conley disse que sua saúde era "muito boa".

Desde o início da pandemia, Trump desdenha das evidências científicas e das recomendações de autoridades de saúde. Ele impulsionou a retomada da economia a qualquer custo, comprou briga com governadores cautelosos e questiona a eficácia de máscaras, raramente as usando em público. Horas antes de ser diagnosticado, disse que “o fim da pandemia estava à vista” e, no debate de terça, ironizou a postura de seu adversário:

— Eu não uso máscaras como ele — afirmou. — Toda vez que você o vê, ele está de máscara.

Mesmo que Trump não tenha um caso grave da doença, o diagnóstico decerto dificulta suas tentativas de desviar o foco da campanha eleitoral da pandemia: segundo pesquisas de opinião, a maioria dos americanos crê que a resposta do governo à crise sanitária não é adequada. O simbolismo também pode ressabiar aliados e apoiadores que seguem à risca suas recomendações de manter as escolas abertas e "retomar a vida normal".

Atrás nas pesquisas, sua campanha intensificou o número de comícios eleitorais, contrariando as diretrizes sanitárias com aglomerações de centenas de pessoas. Na terça, ele negou que isto fosse perigoso, mas agora deverá ser forçado a paralisá-los. Sua agenda desta sexta, que incluía uma viagem para a Flórida, foi cancelada. Idas ao Wisconsin e ao Arizona, marcadas para os próximos dias, também deverão ser suspensas.

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