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Festa de réveillon de Copacabana é suspensa pela prefeitura devido à pandemia da Covid-19

Município e Riotur estudam alternativas para comemoração de forma virtual

25/07/2020 14h02
Por: Redação
Queima de fogos na Praia de Copacabana celebra a chegada de 2020 Foto: Alexandre Cassiano/1-1-2020 / Agência O Globo
Queima de fogos na Praia de Copacabana celebra a chegada de 2020 Foto: Alexandre Cassiano/1-1-2020 / Agência O Globo

RIO - Se a pandemia do novo coronavírus mudou a rotina do mundo, agora, impacta diretamente numa das festas mais tradicionais do Rio de Janeiro: o réveillon na Praia de Copacabana. A prefeitura comunicou neste sábado que a comemoração, no modelo em que o público está acostumado a celebrar, não será possível para celebrar a chegada de 2021. O comunicado do município ressalta que é possível festejar para além da reunião de 3 milhões de pessoas na Praia de Copacabana, cartão postal de importância para a data. A ideia, a ser debatida nos próximos dias, é de apresentar os formatos possíveis dentro de um formato virtual, com transmissão por TV e plataforma digitais.

Mesmo num novo formato, a parceria com a iniciativa privada seria necessária para a realização do espetáculo, segundo a Riotur informou em nota. A organização, de acordo com a pasta, ainda é possível de ser feita pois os preparativos e estudos têm sempre início em agosto. Sendo assim, estaria dentro do cronograma esperado.

Na semana passada, no dia 17, a prefeitura de São Paulo anunciou o cancelamento de sua também tradicional celebração da virada de ano na Avenida Paulista. A mudança no calendário também foi motivada pela pandemia da Covid-19.

Na última festa de réveillon carioca, as areias de Copacabana ficaram tomadas por mais de 3 milhões de pessoas. A tradicional queima de fogo, com programação de shows durante toda a noite do dia 31 de dezembro, é um dos principais cartões postais do Brasil para a data, sendo a maior festa do país.

No ano passado, a taxa média de ocupação na cidade bateu 93% no réveillon, contra 90% em 2018. Copacabana e Leme foram os bairros mais procurados, com 95% dos quartos reservados. Na noite da virada, hotéis de várias regiões apresentaram taxa de 100% de ocupação. A maior procedência foi de turistas nacionais: 81%, sendo o Estado de São Paulo responsável por quase um terço deste total (29,6%).

Há um mês, a prefeitura já sinalizava buscar por formas alternativas de celebrar a chegada do novo ano sem programações para levar milhões de cariocas e turistas para as ruas. A transmissão de shows pela internet era cogitado. A expectativa era de queda no número de casos de infecção pela Covid-19 e um controle ao ponto de evitar uma nova onda de contágio.

Recorde de público

A cidade atraiu, na reta final de dezembro de 2019, 1,7 milhão de turistas, um recorde se comparado aos anos anteriores. O número representou aumento de 21,4% de visitantes. Nos últimos dias do ano passado, a ABIH já contabilizava ocupação superior a 95% dos quartos para o fim de dezembro e o início de janeiro. A taxa, em 2017, foi de 89% e, em 2018, de 90%. Segundo levantamento do Sindicato dos Meios de Hospedagens do Município do Rio de Janeiro (SindHotéis Rio) realizado no dia 30 de dezembro, a ocupação foi de 100% na noite da virada.

Segundo a Riotur, o ano de 2019 foi bom para o turismo no Rio. De janeiro e novembro, a cidade registrou alta de 12% no desembarque de passageiros no Píer Mauá. Na Rodoviária Novo Rio, o aumento foi de 5%. O fluxo de visitantes em pontos turísticos também aumentou: o Trem do Corcovado registrou crescimento de 17%, e o Pão de Açúcar, de 7%.

Carnaval ainda incerto

A folia do próximo ano sente os impactos da pandemia da Covid-19 desde agora. As agremiações estão com dificuldade de manter as contas em dias com os eventos paralisados em suas quadras. A Estação Primeira de Mangueira foi a primeira a contar sobre o vermelho nos pagamentos. Outras escolas de samba admitiram estarem em contenção de gastos e precisando recorrer até à dispensa de profissionais.

O momento é de incertezas sobre o que - e como - será feito no próximo Carnaval. Em nota, a Riotur informou que o presidente da pasta, Fabrício Villa Flor de Carvalho, tem se reunido (virtualmente) com o presidente da Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, para tratar sobre os desfiles das agremiações na Marquês de Sapucaí. A demora na definição já impactou o cronograma da festa, como as vendas de ingressos para o setor turístico do Sambódromo, temporariamente suspensas à pedido da liga.

A folia de rua segue pelo mesmo caminho de dúvidas. Não houve, até o momento, qualquer definição sobre a festa. Num cenário de pandemia, não precisaria ser megabloco para causar aglomerações pelas ruas do Rio, um dos fatores de maior preocupação. A Riotur afirma estar em contato com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público (GAESP) sobre as possibilidades de protocolo.

 Fonte: O Globo

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