Quarta, 08 de Julho de 2020
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Saúde Covid-19

Redução de casos em junho leva a ‘falsa sensação de segurança’, e Manaus pode ter novo pico em agosto, alerta projeção

Estudo aponta que cerca de 18% da população de Manaus já tenha sido infectada pelo novo coronavírus.

22/06/2020 09h23
Por: Redação
Praia da Ponta Negra registrou movimento intenso de pessoas na manhã deste domingo (21) — Foto: João Floriano/Rede Amazônica
Praia da Ponta Negra registrou movimento intenso de pessoas na manhã deste domingo (21) — Foto: João Floriano/Rede Amazônica

Um novo estudo desenvolvido por professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aponta para o risco de outro pico no número de casos de Covid-19 em Manaus nos meses de julho e agosto, maior do que o anterior, quando o sistema de saúde pública colapsou. Para os pesquisadores, a redução na quantidade de casos confirmados desde o início deste mês pode levar a uma “falsa sensação de segurança” para a população.

De acordo com os dados analisados, a estimativa é que a capital teria atingido um pico de cerca de 110 mil casos ativos da doença - somando testados, não testados e assintomáticos - no dia 15 de abril e que, no dia 27 de maio, havia aproximadamente 25 mil pessoas infectadas. A projeção para o próximo pico é de mais de 200 mil infectados simultaneamente em Manaus.

O estudo foi feito com base no plano de reabertura gradual do comércio de Manaus divulgado pelo governo estadual. Desde 1º de junho, dois ciclos do planejamento já foram cumpridos, permitindo a retomada de alguns serviços não essenciais, além da permanência de clientes dentro de restaurantes.

Os dados apontam que em torno de 13% a 18% da população já tenha sido infectada pelo novo coronavírus. No fim de maio, quando o número de infectados já ultrapassava a marca de 40,5 mil, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do estado observou um crescimento progressivo nos números semanais, chegando a um pico na última semana de maio, quando foram 11.758 novos casos confirmados em sete dias.

Desde então o padrão mudou, apontando uma redução de 38% nos números no começo de junho. Em todo o estado, até a tarde deste sábado (20), mais de 62 mil de pessoas contraíram o novo vírus e mais de 2,6 mil morreram em decorrência da Covid-19.

Para o chefe do Departamento de Matemática da Ufam, professor Dr. Alexander Steinmetz, “o mês de junho pode transcorrer numa relativa tranquilidade, sem aumento perceptível de infecções. Isso pode reforçar a crença que a pandemia passou, levando a muitos descuidos, apenas para voltar com mais força em julho ou agosto”.

Em um cenário com redução gradual do distanciamento social durante o mês de junho, como a reabertura do comércio, até atingir em 1º de julho os mesmos níveis de isolamento que existiam no início de abril, um aumento no número de infectados poderá ocorrer em agosto.

Diante do elevado número deste cenário atual, e do número relativamente baixo de indivíduos com possível imunidade temporária, a conclusão do estudo indica que não é recomendável qualquer afrouxamento de medidas de distanciamento social, para permitir uma queda mais significativa de novas infecções.

Segundo o estudo da Ufam, o distanciamento social e as medidas de proteção individual – como uso de máscaras e higiene das mãos – foram responsáveis pela redução na taxa de transmissão do vírus, o que levou a uma mitigação da epidemia da Covid-19 em Manaus, e uma consequente queda no número de óbitos e casos confirmados.

Número de óbitos tem redução em Manaus

Com a queda no número de enterros diários, o cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, suspendeu o sistema de enterros em vala comum e retomou, na última quarta-feira (17), os sepultamentos em covas individuais. O sistema de valas comuns, chamado pela prefeitura de "trincheira", era realizado desde o dia 21 de abril, quando o aumento da demanda saltou de uma média de 30 enterros diários, para mais de 100 por dia.

Em meio ao pico das mortes, no final de abril, o sistema chegou a até empilhar caixões - medida esta que foi revertida pela prefeitura. Desde então, com a diminuição de casos, o sistema "desafogou" e volta a viver quase uma rotina costumeira, com um leve acréscimo nos números que já eram diariamente trabalhados.

Unidades de saúde retomam atendimentos de rotina

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que vai retomar gradualmente, a partir desta segunda-feira (22), as consultas ambulatoriais que estavam suspensas em seis policlínicas por ocasião da pandemia do novo coronavírus.

A secretária estadual de Saúde, Simone Papaiz, explicou que, com a redução das demandas de Covid-19 nas unidades da rede estadual, os atendimentos eletivos voltam a ser ofertados na rotina normal.

*Com informações G1 AM

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